terça-feira, 14 de setembro de 2010

A RUSGA


Por uma coisinha de nada,
uma besteira,
um desencontro,
ficamos sem nos falar, dias e dias.


Você saiu,
foi embora,
bateu a porta ao sair, insolente.
Insolente.
(ai que ódio que eu senti!)


Eu fiquei, com meus botões...


Pensei melhor,
meditei,
amarrei o bicho-gente
que mora dentro de mim.

E vi que eu estava triste,
triste, tão triste,
que o mundo ficou assim
certo demais,
besta demais,
bem-educado demais para o meu triste paladar.

4 comentários:

angela disse...

E a maioria das vezes é por coisas tão bestas que a gente fica tão triste assim.
Tão bonito o jeito que escreveu!
beijo

Aline Veingartner disse...

Querida, foi por isso que passou tanto tempo distante do blog?
Esse seu poema tem aquela beleza meio triste, solidão graciosa...

Marcantonio disse...

É um prazer poder lê-la novamente. Estava sentindo falta.

Abraço, Dalva.

Renata de Aragão Lopes disse...

A maioria dos dissabores
se dá, de fato,
por essas coisinhas de nada,
besteirinhas
não facilmente digeríveis...

Beijo,
Doce de Lira