
Às vezes me bate um cansaço,
um baita,
e tedioso
cansaço.
Beirando a náusea,
a derrota,
e a desistência de tudo.
Cansaço...
(não dos bichos, das plantas, não do mundo em si)
Das instituições molengas,
da obrigatoriedade mofada
e do conformismo sacana.
Cansaço...
Vontade de sair andando,
sem documento
e nem lenço.
Andar, só andar,
caminhar a esmo no mundo....
E só parar não sei onde,
nem quando,
nem como,
só quando acabasse o cansaço,
Nada não, só cansaço.
foto: Cao Guimarães






