sábado, 6 de novembro de 2010

TOMA-LÁ-DÁ-CÁ






Ai, ai, ai,
quem me dera
enveredar de vez
numa paixão daquelas.

Que
fazem da pessoa
um exemplo ao contrário,
um molde a não seguir.

Uma paixão daquelas
que entra
e que se instala no teu subterrâneo
e manda o resto às favas.

Sem usos,
nem costumes,
sem decoro mofado,
nem as teias de aranha das vias regulares.

Ai, ai, ai,
quem me dera
um toma-lá-dá-cá
um toma-cá-dá-lá...

6 comentários:

José Carlos Neves Lopes disse...

DALVA, QUE LINDO !!! Às vezes a gente se sente assim mesmo.
ABS

Mila disse...

Adorei a poesia!
Linda mesmo...
Bjs

manuel marques disse...

São a paixão e a fantasia que nos deixam eloquentes .

Beijo.

angela disse...

Bem que eu queria, mas não perco a compostura, nem o mofo dos bons costumes. Ô tristeza!
Adorei o poema.
beijos

Suzi disse...

Essa paixão se instala e toma conta, né? da vida toda.

beijos!

Renata de Aragão Lopes disse...

Se assim não for,
não será paixão...

Um beijo, Dalva!

Doce de Lira