segunda-feira, 30 de novembro de 2009

O SOCORRO



















Lá fora,
se avizinha, feio, o temporal.
No céu negro,

a ameaça dos raios, trovões. O escambau.

Os fatos:
fim de mês, fim de ano, fim do mundo,
tantos desejos contidos,

tantos nãos...

Nessas horas,
quando tudo conspira e dá errado e oprime,
eu a vejo chegar com o socorro: tanto amor!

É o amor
transformado em arroz e feijão.

É o carinho
em roupinhas de liquidação.




foto: Shiko

6 comentários:

manuel marques disse...

Poema lindo ,enquadrado na época natalíca.


Beijo querida amiga.

Renata de Aragão Lopes disse...

O único socorro
verdadeiro...

Beijo,
doce de lira

angela disse...

E que amor bom é esse arroz com feijão feitos com muito carinho para alimentar o corpo e o coração.
Gosto muito de seus poemas.

Concha disse...

É o amor que nos alimenta!
Valeu a pena a espera,para ler e sentir,mais um lindo poema.
Beijo

Cacau disse...

É... sem amor eu nada seria...

paz disse...

adorei o desenho. essa senhora de costas ficou igual a minha mae...deu uma baita saudade ve-la assim tao simples que nem essa mulher. gostei dos poemas. ta tudo muito lindo. esqueci de falar dessa porta com a cerca. curti.
passe no meu blog e vamos trocar ideias.
http://similiasimilibus.blogspot.com/
beijos. paz