sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

INVEJA






















Eu já nem sei mais quantos sonhos
e planos,
a inveja,
e o monte dos meus desenganos.

Nem sei mais das noites insones,
dos soluços,
das lágrimas,
e o gosto de sal que ficava na boca.

Eu nem sei.

Eu só sei que ficava na língua
um gostinho de terra,
de cobiça,
de querer possuir o que os outros tinham.

O brinquedo, o sapato novo,
a roupa quentinha,
o carinho,
e o afago, na hora que cortava o dedo.


foto: "Grafitti" - Zel

2 comentários:

DE-PROPOSITO disse...

O brinquedo, o sapato novo,
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Eu não sei se isto se pode considerar 'inveja'. É que o sol quando nasce é para todos. E todas as crianças deveriam ter sapatos e brinquedos, não passarem fome, além de acesso ao ensino. É que o 'ensino para todos', é uma utopia.
Fica bem.
E a felicidade por aí.
Manuel

Corazón de Metal disse...

Y que pasa, en el 2008 que has escrito? saludos desde méxico...