quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

AH, SE EU PUDESSE...



















Ah, se eu pudesse

viajar
no tempo
até aquele momento
em que um certo dia, eu me perdi de mim.


E, se eu pudesse
corrigir

a rota dos meus desacertos
,
descaminhos, tantas turbulências...


Ah, se eu pudesse

desviar

o barco do mar de tormentas

e sem horizontes que foi a minha vida!

foto: "Toddlers" - Sally Swatland

6 comentários:

CeciLia disse...

Dal,
que bom estar aqui! Também tenho esta espécie de saudade do não-vivido. Mas só por isso ela existe, não é mesmo?
Beijo

Mario Poloni disse...

Querida Dalva... Como sou um cara do rock... lembrei de Cartola: "... ah seu eu pudesse / mas não posso, não devo fazê-lo / isso não acontece..."
O "ERAM SEIS DA TARDE", precioso... um feixe de "tomografia" de estado de alma...
Bjssssssssssssss

Janaina Amado disse...

E eu, que não sou do rock, mas também gosto de música, me lembrei de "Meus tempos de criança", do Ataulfo Alves, que termina assim:
"Eu igual a toda meninada
Quanta travessura que eu fazia
Jogo de botões sobre a calçada
Eu era feliz e não sabia"
Dá um bom diálogo com seu poema, cada um dizendo o contrário do outro, né não? Dá samba? He he...

Dona Sra. Urtigão disse...

Não costumo comentar poesia, me falta capacidade. Apenas sinto ,algumas pelo balançar das sílabas e dos versos. Outras pela minha receptividade a um dado fluxo de emoçoes.E alguma, fico tentada a usar como ponto de partida para diálogos.
Mas sei que o poeta é fingidor, como sei que produção é diacronica.
Então,
com meus cumprimentos, bela obra.

Dona Sra. Urtigão disse...

Mas o que eu queria dizer é que com certeza temos certeza de que não faríamos muita coisa de forma diversa, que não seria a outra estrada a tomada, porque senão não seríamos quem somos agora.

ROSÁLIA LERNER disse...

Acho que a Dona Senhora U. tem razão, todos pensamos por vezes se não...etc.
Mas vale o rebuliço da questão!