
Eu ia andando assim.
Um pé depois do outro,
e o outro após o um.
A cavalo na incerteza
sobre um caminho novo.
Como quem
prova a rota
toda inteirinha nova, olhando tudo em volta,
e ia desconfiando.
Ia cheirando o ar,
riscando a canivete
o rumo, o trilho, o norte: a zona de conforto.
Aonde é que eu vou agora, ó vida?
Onde é que eu atrelo o burro, e que eu desço da sela,
e entrego a rédea a alguém,
e relaxo um pouquinho,
e descanso um pouquinho?


