
Por uma coisinha de nada,
uma besteira,
um desencontro,
ficamos sem nos falar, dias e dias.
Você saiu,
foi embora,
bateu a porta ao sair, insolente.
Insolente.
(ai que ódio que eu senti!)
Eu fiquei, com meus botões...
Pensei melhor,
meditei,
amarrei o bicho-gente
que mora dentro de mim.
E vi que eu estava triste,
triste, tão triste,
que o mundo ficou assim
que o mundo ficou assim
certo demais,
besta demais,
besta demais,
bem-educado demais para o meu triste paladar.



