
Era eu
quem escrevia o teu nome nos muros,
em letra maiúscula,
carinhosamente,
em silencioso segredo.
Era eu
quem seguia os teus passos na estrada,
dia e noite, noite e dia,
cuidadosamente,
sempre fiel, vida afora.
Era eu
quem sonhava ser sombra da sombra,
ser o eco do eco,
caprichosamente,
só para te dar mais espaço.
foto: Sami Mattar



