
Razão, de que me serve o teu socorro?
Mandas-me não amar, eu ardo, eu amo;
Dizes-me que sossegue: eu peno, eu morro...
Manuel Maria Barbosa du Bocage 1765-1805
Poesia,
o teu socorro nada vale: desabafo,
podes ser,
ou és janela escancarada?
Incentivo para a morte
(ou quase tanto)
é isso mesmo que eu recolho,
ou quase tanto.
Tipo,
as gotas da garoa, garoando,
(ou da lágrima)
escorrendo
entre um verso
e outro verso,
ou é sangue o que eu derramo?
"Habilidade",
"inspiração",
"visão do mundo"...
Nada vale o teu socorro:
sou eu quem sofre,
eu quem chora,
(ou quase tanto).
foto: "Contemplez ma larme", in Deviantart, by Versatis



