
Há cheiros que evocam lembranças,
os cheiros da infância,
cheiro de lancheira,
de lápis de cor,
cheiro de maçã,
e o cheirinho bom do café da manhã.
Nada nesse mundo tem o cheiro igual:
cada coisa cheira bem,
ou cheira mal.
O cheiro, portanto, faz parte do ser
ou mesmo do não-ser.
Então, sentir o perfume rosado da rosa
é um quase que vê-la,
é um quase que tê-la.
foto: white rose
2006
